Perder xixi não é normal! Incontinência Urinária Feminina

PERDER XIXI NÃO É NORMAL!!

INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA

Antes de falarmos sobre a incontinência urinária, precisamos entender os mecanismos que estão envolvidos neste distúrbio comum entre as mulheres, que repercute negativamente na qualidade de vida e em questões sociais, psicológicas, médicas e econômicas.

A incontinência urinária está ligada, na grande maioria dos casos à disfunção do assoalho pélvico. O assoalho pélvico ou períneo, é a musculatura que da suporte a todos os órgãos localizados na pelve, como útero, ovários e bexiga, que quando fraca pode levar a outros distúrbios, além da incontinência urinária, como a incontinência fecal, prolapsos de órgãos pélvicos e as disfunções sexuais, temas que serão abordados em outros textos.

                                                  

                                                                      Fonte: imagem retirada de: http://institutonascer.com.br/avaliacao-assoalho-pelvico/

A incontinência urinária, segundo a Sociedade Internacional de Continência (ICS) é definida como qualquer queixa de perda involuntária de urina, sendo classificada de acordo com as causas que levam a perda de urina, como a incontinência urinária de esforço, incontinência urinaria de urgência e incontinência urinaria mista.

                    

                                                                     Fonte: imagem retirada de: http://blogaodefisio.blogspot.com.br/2013/04/incontinencia-urinaria.htm

INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO

Além do suporte aos órgãos da pelve, o assoalho pélvico tem a importância função de continência, ou seja, segurar a urina e fezes, nos momentos em que não queremos ou podemos ir ao banheiro.

Quando a urina é fabricada nos rins, ela se armazena na bexiga, que funciona como um balão de ar, que conforme é enchido aumenta de tamanho. O que segura o ar dentro do balão é o nó que damos em sua ponta, e quando queremos esvazia-lo basta soltarmos o nó. O mesmo ocorre com a bexiga, conforme a urina vai chegando dos rins, mais a bexiga vai enchendo e distendendo, até o momento em que sentimos vontade de ir ao banheiro urinar. Isso acontece pois temos vários sensores no musculo que recobre a bexiga, o músculo detrusor, que nos avisa o quão cheio ela está.

                                                     Fonte: Imagem retirada de: http://pt.wikihow.com/Amarrar.-um-Bal%C3%A3o.                             

                     Fonte: Imagem retirada de: www.saudeemmovimento.com.br.

O que segura a urina dentro da bexiga, é o musculo do assoalho pélvico, chamado nesse caso, de esfíncter, que funciona como o nó do balão de ar. Se este músculo está fraco, não desempenhará a função corretamente, levando a perda de urina em situações de esforços, como tosse, espirro, risadas, quando corremos, pulamos ou seguramos algum objeto pesado. Nestas situações, a pressão dentro do abdômen, é grande, como se estivéssemos empurrando tudo para baixo, assim, se o músculo está fraco fica difícil segurar a urina dentro da bexiga, levando a perda, causando constrangimento em grande maioria das vezes.

                     

  Fonte: Imagem adaptada de: http://saude.culturamix.com/medicina/incontinen

 

INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE URGÊNCIA

A incontinência urinária de urgência ocorre quando há perda de urina durante ou após urgência. A urgência é caracterizada como desejo súbito e forte de urinar, muitas vezes difícil de controlar.  Neste caso a pessoa, quando sente a urgência, tem a necessidade de urinar rapidamente, porém pode haver casos de perda de urina antes de chegar ao banheiro.

 

INCONTINÊNCIA URINÁRIA MISTA

A incontinência urinária mista é a união das duas incontinências explicadas acima. Quando a perda de urina aos esforços e sintomas de urgência.

 

SINTOMAS

Como sintomas a incontinência urinária pode apresentar: perda de urina aos pequenos esforços (tossir, espirrar e rir), perda de urina ao realizar algumas atividades (correr, pular, carregar peso e durante atividade sexual) e urgência.

 

FATORES DE RISCO

Alguns fatores podem desencadear a incontinência ou agravar os sintomas. Abaixo está listado esses fatores:

– Obesidade

– Gestação e quantidade de gestação

– Tipo de parto

– Peso do recém-nascido ao nascer

– Envelhecimento

– Menopausa

– Cirurgias ginecológicas

– Constipação intestinal

– Doenças crônicas

– Genética

– Uso de drogas

– Consumo de cafeína

– Tabagismo

 

TRATAMENTO

O tratamento médico da incontinência urinaria irá depender de cada caso e gravidade. A avaliação de um fisioterapeuta especializado na área é fundamental, onde através de técnicas de tratamento adequadas para cada tipo caso e paciente, irá tratar as disfunções da musculatura do assoalho pélvico, com orientações, técnicas comportamentais e exercícios específicos de fortalecimento.

Procure orientação de um especialista, ao surgimento de qualquer sintoma, a incontinência urinária tem cura, perder xixi não é norma!

 

Mirian Vieira Fraga

Crefito: 227748 – F

Fisioterapeuta Especializada em Saúde da Mulher pelo CAISM/ UNICAMP

 

REFERÊNCIAS

MARQUES, A.A; SILVA, M.P.P; AMARAL, M.T.P.Tratado de Fisioterapia em Saúde da Mulher. 1ª edição. Roca, 2011.

GERMAIN, B.C. O Períneo Feminino e o Parto – Elementos de Anatomia e Exercícios Práticos. 1ª edição. Manole, 2005.

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