Uroginecologia | Espaço Bem Viver

A Fisioterapia em uroginecologia atua no cuidado das mulheres que apresentam alterações no funcionamento da bexiga (disfunções miccionais) e disfunções do assoalho pélvico.

As disfunções miccionais estão relacionadas principalmente à presença de incontinência urinária, que afeta cerca de 30-60% das mulheres e sua prevalência está relacionada ao aumento da idade. Incontinência é definida como qualquer perda de urina, mesmo que em gotas, de forma involuntária, ou seja, sem que haja o desejo de micção. Por esta razão, a perda urinária em qualquer situação, seja por urgência (desejo forte e súbito de urinar) ou por qualquer tipo de esforço (tossir, espirrar, rir, levantar-se ou sentar-se, carregar algum peso), ou mesmo urgência durante o sono (acordar a noite com vontade de urinar) e acordar molhada, não são situações normais.

Alguns sinais de alerta…

  • Perder urina, mesmo que em gotas na calcinha.
  • Perder urina na cama ao dormir.
  • Perder urina sem ou com esforço (tossir, rir, espirrar).
  • Levantar-se com vontade de urinar uma ou mais vezes durante a noite.
  • Ir ao banheiro para urinar mais que 8 vezes ao dia.
  • Sentir uma vontade repentina e ter que correr ao banheiro (perdendo ou não urina antes de chegar ao banheiro).
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
  • Dificuldade em iniciar a micção.

As disfunções miccionais, muitas vezes, estão relacionadas com as disfunções do assoalho pélvico e não somente na bexiga. O assoalho pélvico, conhecido popularmente como períneo, é um conjunto de músculos que formam uma espécie de rede de sustentação para os órgãos pélvicos (bexiga e intestino, e nas mulheres também o útero). Esta rede precisa estar funcional, ou seja, íntegra e sendo capaz de realizar a sua função. Músculos muito enfraquecidos ou muito contraídos, podem gerar dezenas de disfunções.

Os problemas relacionados ao assoalho pélvico incluem: incontinência urinária e fecal, constipação, incontinência fecal, dor durante a relação sexual, seja no introito vaginal (dispareunia de penetração), seja na profundidade (dispareunia de profundidade), dor pélvica crônica, dores no sacro e coluna lombar, dor anal, pontos dolorosos no abdome, coxa ou pelve, entre outros sintomas. Assim, mulheres com endometriose, vaginismo, vulvodínia, cólica menstrual, prolapso de órgãos pélvicos (desabamento de órgãos com a sensação de “peso vaginal”), ressecamento vaginal, síndrome do piriforme, pós-operatório de cirurgia urinária, oncológica, ginecológica e mesmo cesárea, episiotomia ou laceração, podem apresentar disfunções, dores, desconfortos ou incômodos nesta região vaginal ou da pelve.

Todos estes sinais, sejam eles urinários, vaginais ou intestinais, em qualquer fase da vida (infância, adolescência, fase adulta ou velhice), procure um fisioterapeuta especializado. Todos estes sintomas têm tratamento!